O nome Espaço Umoja surgiu em um dia de 2020, enquanto eu mexia no notebook e fui impactada por uma matéria sobre uma tribo no Quênia.
Era a Tribo Umoja — formada apenas por mulheres que romperam ciclos de violência e reconstruíram suas vidas juntas, vivendo do artesanato, em um espaço de acolhimento, força e autonomia.
Naquela época, eu estava em um curso de Reiki Xamânico, em um processo profundo de conexão e escuta. A história da tribo me atravessou de um jeito difícil de explicar — algo ali fez sentido dentro de mim.
Umoja significa unidade.
E, naquele momento, eu senti: esse nome era importante.
O logo também nasceu de forma intuitiva. Ele carrega o símbolo Cho Ku Rei, a lavanda — com a qual tenho uma conexão profunda — e uma releitura do artesanato da Tribo Umoja. Foi aquarelado por uma mulher que conheci em um curso sobre o feminino, trazendo ainda mais significado e conexão para esse processo.
Como mulher que também viveu uma história de violência, eu guardei esse nome e essa ideia. Sabia que, um dia, ele se tornaria um espaço de acolhimento para outras mulheres.
E então, o tempo fez o seu papel.
Mantive esse projeto em fase de gestação por alguns anos, até que, após o nascimento da minha primeira filha, em 2023, comecei a entender o que, de fato, seria o Espaço Umoja.
Antes dela nascer, eu atuava como corretora de imóveis, mas não via possibilidade de conciliar aquela rotina com a maternidade que eu desejava viver. Foi então que iniciei uma transição de carreira — ainda sem saber exatamente para onde ir, mas com uma certeza muito clara: eu iria cuidar de mulheres.
Essa travessia durou cerca de um ano e meio.
Até que, em 2024, fui receber uma massagem na Cria Casa de Parto, o mesmo lugar onde minha filha nasceu. Foi ali, nas mãos da Kau Murua, que recebi meu chamado com clareza: eu cuidaria de mulheres através do toque.
Eu carregava dentro de mim um puerpério desafiador e uma experiência de amamentação muito diferente da que eu havia imaginado — e, junto com isso, um desejo profundo de transformar essa vivência em cuidado para outras mulheres.
Iniciei o projeto.
Mas, no momento de decolar, engravidei novamente, em 2025.
Tudo pausou.
Foi após o nascimento da minha segunda filha, Luiza, em 2026, que o entendimento se aprofundou. Para acolher outras mulheres, eu também precisei gestar e parir novamente — não só uma filha, mas novas partes de mim.
A chegada da Luiza trouxe cura. Ressignificou meu primeiro puerpério, minha experiência com a amamentação e fortaleceu minha caminhada.
Depois dela, eu me senti mais pronta do que nunca.
E assim nasceu, de fato, o Espaço Umoja.
Um lugar de pertencimento, onde cuido de mulheres — especialmente gestantes e puérperas — através do toque, do acolhimento e da presença.
No Umoja, o cuidado vai além da massagem.
Acreditamos no toque como linguagem — um toque que escuta, respeita e reconecta. Aqui, existe conversa, liberdade, escuta ativa e respeito. É um espaço seguro para que cada mulher possa sentir, se expressar e sair mais leve do que chegou.
Oferecemos atendimentos individuais, rodas de conversa como o Papo de Mãe, o workshop “Cuidando de Quem Gera” — que convida os pares a participarem do cuidado físico e emocional da gestante — e o Gestar Spa, um ritual que fortalece a conexão entre mãe e bebê.
Utilizamos técnicas como massagem relaxante, drenagem linfática, toque reparentalizador sistêmico, Reiki e óleos essenciais.
Cuidamos do feminino em todas as suas dimensões:
corpo, mente, espírito e sistema.
Espaço Umoja é mais do que um espaço.
É acolhimento.
É reconexão.
É unidade.
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